top of page

Simples Nacional: como saber se ainda é o melhor regime para você?

21 de set.
4 min de leitura

O Simples Nacional é conhecido por facilitar a rotina tributária das micro e pequenas empresas. Ele reúne diversos tributos em uma única sistemática de arrecadação e, em muitos casos, pode representar uma alternativa interessante para o empresário.

Mas existe um ponto importante: estar no Simples Nacional não significa, necessariamente, estar no regime tributário mais econômico.

Uma empresa pode ter feito uma boa escolha ao optar pelo Simples no início das atividades e, com o passar do tempo, apresentar mudanças no faturamento, na folha de pagamento, nas despesas ou até mesmo na própria operação. E essas mudanças podem alterar completamente o resultado da análise tributária.

Por isso, a pergunta que todo empresário deveria fazer periodicamente não é apenas “minha empresa pode permanecer no Simples Nacional?”, mas também:

“O Simples Nacional ainda é o regime mais vantajoso para a realidade da minha empresa?”

O Simples Nacional foi criado para oferecer tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte e possui uma sistemática própria de apuração e recolhimento de tributos.

Dependendo das características da empresa, essa estrutura pode proporcionar vantagens tributárias e operacionais. Mas não existe uma resposta única. Duas empresas que exercem atividades semelhantes e possuem faturamentos próximos podem chegar a conclusões diferentes quando comparamos Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Isso acontece porque o regime tributário mais adequado depende de uma combinação de fatores.


5 pontos que indicam que está na hora de revisar o seu regime tributário


1. O faturamento da empresa cresceu

Conforme o negócio cresce, a tributação também pode mudar. No Simples Nacional, não basta olhar apenas para a alíquota inicial apresentada nas tabelas. O cálculo considera, entre outros elementos, a receita acumulada e o enquadramento da atividade.

Por isso, uma empresa que começou com determinada carga tributária pode passar a ter uma realidade bastante diferente após alguns anos de crescimento.

Crescer é ótimo. Mas o planejamento tributário também precisa crescer junto com a empresa.

2. A folha de pagamento mudou

Para determinadas atividades de prestação de serviços, a relação entre a folha de salários e o faturamento pode interferir diretamente na tributação por meio do chamado Fator R.

A legislação do Simples Nacional estabelece regras específicas para esse cálculo, considerando a relação entre folha e receita bruta dos períodos definidos pela norma. 

Na prática, mudanças na equipe, nos salários e no faturamento podem alterar o cenário tributário.

Por isso, analisar apenas quanto a empresa faturou não é suficiente.

3. A margem de lucro mudou

Faturamento alto não significa, necessariamente, lucro alto. Uma empresa pode crescer em receita e, ao mesmo tempo, aumentar significativamente seus custos e despesas. Em outro cenário, pode operar com margens elevadas e poucos custos. Essas características precisam ser consideradas na comparação entre os regimes.

É justamente por isso que um planejamento tributário adequado não deveria partir apenas do faturamento. É necessário entender a operação da empresa como um todo.

4. A empresa começou a pagar mais impostos

Se você percebeu que o valor dos impostos aumentou significativamente nos últimos meses, este pode ser um bom momento para fazer uma análise.

Isso não significa automaticamente que exista algum erro ou que o Simples Nacional tenha deixado de ser vantajoso. O aumento pode estar relacionado ao crescimento da empresa, à composição das receitas ou a outros fatores da própria sistemática tributária. Mas vale investigar.

A comparação entre os regimes permite entender se a tributação atual continua coerente ou se existe uma alternativa legalmente mais eficiente.

5. Faz anos que ninguém compara os regimes tributários

Esse talvez seja um dos sinais mais importantes. Muitas empresas permanecem durante anos no mesmo regime porque **“sempre foi assim”**. O problema é que a empresa de hoje provavelmente não é a mesma de três ou cinco anos atrás.

Mudam o faturamento, o número de funcionários, os custos, os serviços ou produtos oferecidos, os clientes e até a legislação.


Por isso, o regime tributário não deveria ser tratado como uma escolha definitiva. Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual é o melhor?

A resposta é: depende dos números e das características da sua empresa.


O objetivo de um planejamento tributário é justamente comparar os cenários possíveis e identificar, dentro da legislação, aquele que faz mais sentido para o negócio.

Entre os pontos que devem ser analisados estão:

  • faturamento;

  • atividade desenvolvida;

  • folha de pagamento e encargos;

  • margem de lucro;

  • custos e despesas;

  • estrutura operacional;

  • composição das receitas;

  • particularidades fiscais da atividade;

  • projeções para os próximos períodos.

A partir dessas informações, é possível comparar os regimes tributários de forma muito mais segura.


E a Reforma Tributária?

Esse é outro fator que torna o acompanhamento tributário ainda mais relevante.

O ambiente tributário brasileiro está passando por uma importante transformação. A própria legislação do Simples Nacional já recebeu alterações relacionadas à implementação da Reforma Tributária, incluindo disposições referentes ao IBS e à CBS e mudanças em procedimentos do regime.

Isso reforça uma questão importante: as decisões tributárias dos próximos anos precisarão ser cada vez mais estratégicas. Não basta escolher um regime e simplesmente mantê-lo sem novas análises. Será necessário acompanhar a legislação, entender os impactos aplicáveis a cada negócio e revisar as decisões conforme as novas regras forem implementadas.


Então, como saber se o Simples Nacional ainda vale a pena?

Não pelo nome do regime.

Não apenas pelo faturamento.

E muito menos porque outra empresa do mesmo segmento está enquadrada nele.

A forma mais segura de responder essa pergunta é realizando uma análise individualizada da empresa, comparando os regimes tributários possíveis com base nos seus próprios números e particularidades.

O Simples Nacional pode continuar sendo a melhor escolha. Mas Lucro Presumido ou Lucro Real também podem apresentar um cenário mais interessante em determinadas situações.

O importante é que essa decisão seja baseada em números, e não em suposições.

Sua empresa já revisou o regime tributário?

Na Transforma Contabilidade, analisamos a realidade de cada negócio para avaliar os diferentes cenários tributários e apoiar decisões mais estratégicas.

Se a sua empresa está no Simples Nacional há algum tempo e você quer entender se ele ainda é a melhor alternativa, esse pode ser o momento de revisar o seu planejamento tributário.

Fale com a nossa equipe e entenda qual cenário faz mais sentido para a sua empresa.


Comentários


© 2022 por TRANSFORMA - Soluções Contábeis

bottom of page